Arquivo do mês: fevereiro 2012

Será que ele vai ligar?

Mais um post da Lya que achei que combinaria com o clima de Carnaval e as esperanças femininas…

Pra início de conversa, essa pergunta já ficou chata, antiquada e cansativa. Se você é dessas que no dia seguinte acorda com isso na cabeça procure se atualizar. É mais fácil ele te procurar no orkut e no facebook ou te adicionar no MSN do que te ligar já no dia seguinte. Em segundo lugar, a revolução sexual já aconteceu há anos (embora muitos homens chauvinistas e mulheres puritanas tentem negar) e nós mulheres temos todo direito e liberdade para telefonarmos também.

Mas o que uma ligação significa? Costumamos pensar que a ligação no dia seguinte significa que ele gostou de você e não quer perder o contato. Ledo engano! Como eu disse, no dia seguinte ele vai te procurar nas redes sociais para saber mais de você, ter certeza de que quer (ou não quer) manter contato. Homem que já liga no dia seguinte pra saber se você chegou bem em casa ou o que achou da noite é carente ou desesperado (isso vale se você, minha cara amiga, está pensando em ligar também).

O momento certo para ligar é uns três dias depois ou mais. Já passou aquela expectativa do “Será que ele/ela vai ligar?”, aí se há a intenção de encontrar novamente com a pessoa, já se pode sondar o que ela fará nos próximos dias e se você cabe nos planos. Mas se a intenção é continuar o lance, não demore demais para ligar não, o friozinho na barriga do “ligará ou não ligará” tem que ter acabado de se extinguir quando a sua chamada chegar.

No dia seguinte é permitido mandar um sms. Nada de muito extenso, apenas um “adorei a noite”, nenhuma cobrança do tipo “quando nos veremos novamente”. Se apenas você anotou o número, o sms indicando o seu telefone é bem vindo e tem uma boa desculpa. Se você é a pessoa que recebeu o sms, a bola está com você. Se estiver mesmo afim do remetente é o mais indicado que você ligue nos dias que se seguem.

Outra coisa que nos preocupa é “quanto tempo ele/ela vai demorar para me responder na internet”? Embora estejamos na era das mídias sociais, não é todo mundo que está conectado o dia inteiro. Muita gente trabalha o dia todo em uma empresa que não deixa acessar nada pessoal e chega em casa cansado da faculdade, por volta das 23h e não quer nem saber de computador. Uma semana sem dar notícias via internet não é falta de educação, muitas vezes é falta de tempo mesmo.

Agora o que pega mesmo é quando o contato vem em cima da hora do final de semana e já direto chamando para sair. Será que ele/ela é uma pessoa direta ou atarefada e não gosta ou não tem tempo de manter contato na semana, ou será que você é o lanchinho do final de semana? Aí meu bem, a resposta está em você. Como você se comportou? Como diz uma sábia amiga “se quer um príncipe, se comporte como uma princesa” (e o inverso é bem mais válido). A maioria das vezes a resposta para perguntas como “será que ele vai ligar?” ou “por que ele não ligou?” ou “quais as intenções desta ligação” ou “o que eu fiz para ele não ligar?” estão nas nossas atitudes. Não estou bancando a puritana dizendo que devemos “nos segurar” no primeiro contato. Mas um papo interessante é indispensável para termos vontade de ouvir a voz de alguém do outro lado da linha.


Amor Próprio

O post de hoje é para lembrar vocês da forma mais pura de amor que pode existir. Não é a amizade nem o amor romântico – pois esses podem estar sujeitos a todo tipo de interesse, sem que possamos percebê-los em nós ou no outro –, o amor mais puro que se pode ter é o por si mesmo.

Infelizmente muitas pessoas se esquecem disso e se submetem a diversos papéis e situações que arruínam sua auto estima e o interesse das outras pessoas por elas. A ladeira da auto estima é uma coisa bem complicada: difícil de chegar ao topo, uma vez que se começa a rolar é quase impossível de frear e, ao chegar no último patamar, é preciso muita força para recomeçar a subida.

Boa essa!

Tenho uma amiga que está há mais de 5 anos presa em um relacionamento onde ela não tem voz. Já terminou e voltou várias vezes; já me ofereci como porto seguro; já a vi desabar em prantos com o término, segurar a barra por uma ou duas semanas e depois dos pontos começando a cicatrizar ele retornar para a criatura; já ouvi relatos que preferia que ela não tivesse me contado sobre ele… Mas não adianta, continuam juntos.

Não parece amor – afinal ele parece o tipo de criatura que não se pode amar ou retribuir amor – parece obsessão. Ela passou por um relacionamento onde a mentira reinava, ele, pelo menos, é otário de cara limpa.

Eu não tive estômago para aguentar isso. Quando os vi voltando tantas vezes desisti dela. Fui enfática na minha explicação: “Se você agüenta isso é porque não se ama, e se não se ama, não tem a capacidade de me amar, e eu gosto de dar e receber amor dos meus amigos”. Resultado: nãos nos falamos mais, salvo algumas vezes em que eu estou bêbada e ela sem ele a lado.

Às vezes estamos tão preocupados em agradar os outros porque queremos que eles gostem de nós que nos esquecemos que a primeira pessoa que devemos pensar em agradar todos os dias é a nós mesmos. Não precisamos de nada em troca de nós, apenas o que todos buscam a todo o momento: a felicidade. Temos todo o direito de nos paparicar: comer bem, vestir vem, pagar por uma massagem relaxante, tirar um dia inteiro só para compras… Muitas vezes nos privamos de coisas assim por achar que devemos guardar dinheiro ou tempo para outras coisas ou pessoas que julgamos mais importantes, mas o mais importante da vida é sentir-se bem. E quanto mais nos sentimos bem conosco, mais nos amamos. É um círculo vicioso (ou seria ciclo vicioso?).

A falta de amor próprio também é uma coisa que faz o outro de achar desinteressante e perder o interesse de estar com você (como exemplifiquei com o caso de minha amiga). Quando vejo que um cara está me colocando na frente dele quando pensa alguma situação, por mais banal que seja, não me sinto lisonjeada, perco pouco a pouco o interesse. Considerar a minha opinião ou satisfação é uma coisa, decidir pelo meu agrado, mesmo quando isso o desagrada, me deixa possessa! Logo penso “cadê seu amor próprio?”, mas logicamente não falo. Como disse, as relações com as pessoas podem ser por interesse… me aproveito do interesse alheio até perder de vez o interesse.

Todo mundo está sujeito a conhecer pessoas que abalam nosso amor próprio vez ou outra, já passei por isso inúmeras vezes e percebi o mesmo caminho. Quanto mais eu me rebaixava, observava que menos a pessoa se sentia atraída. Mas às vezes a gente não consegue parar de descer, uma vez que começou a rola pela ladeira da auto estima. O jeito é pisar no freio com tudo e deixar o carona se espatifar no vidro, assim o carro fica mais leve e a gente recomeça a subida. Mas não se deixe desistir. O amor próprio é o único amor que nunca nos pode faltar!


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